Os sabores da Marambaia: lanches que contam histórias

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O quadro “O sabor da esquina” celebra os lanches de rua da cidade de Belém e foi até o bairro da Marambaia conhecer os sabores que encantam seus moradores.

Nas ruas de Belém, cada esquina guarda um sabor, uma história e um ponto de encontro. Do tempurá crocante que veio do Japão aos bons lanches que passam pela movimentação dos espaços mais populares, a comida de rua revela muito mais do que pratos rápidos: é memória afetiva, identidade cultural e a cara da cidade. 

No novo quadro “O sabor da esquina”, o Parauaras percorre os bairros para descobrir onde estão esses sabores que conquistam o coração dos belenenses. A primeira parada é na Marambaia, mais precisamente na movimentada Avenida Rodolfo Chermont, conhecida por reunir uma grande variedade de lanches de rua, restaurantes e barzinhos, que fazem desse bairro um verdadeiro ponto de encontro gastronômico.

O Lanche do Japa ganhou destaque na Marambaia pelo cardápio que mistura tradição oriental com o gosto brasileiro pelas frituras. Além da coxinha e do pastel, o grande diferencial da banca é o tempurá. O tempurá é uma fritura japonesa leve e crocante, feita com legumes ou frutos do mar envolvidos em uma massa fina. No carrinho, o lanche foi adaptado para a comida de rua que rapidamente conquistou os clientes da região.

Tatsuya Limura, responsável pelo negócio, conta que cresceu cercado pela gastronomia, já que sua família mantinha um restaurante em Tóquio. Ao chegar em Belém, decidiu apostar em um prato típico do Japão adaptado ao formato de comida de rua, unindo praticidade, preço acessível e sabor.

Limura trabalhando em seu carrinho de lanches. Crédito: Samara Rebeca

O carrinho de lanches foi a maneira encontrada de oferecer um produto rápido, que o cliente pudesse levar e consumir a caminho de casa ou do trabalho. No cardápio, além das opções tradicionais, ele criou a coxinha de sushi, uma adaptação de uma receita brasileira que leva como recheio kani, cream cheese, cebolinha e camarão. “A ideia era unir o melhor dos dois mundos: a praticidade da comida de rua brasileira com os sabores da culinária japonesa”, explica o empreendedor.

Foto de Ivaldo em frente ao Lanche do Pernambuco. Crédito: Samara Rebeca

Na mesma rua, a tradição continua. Há 42 anos, o Lanche do Pernambuco se tornou referência quando o assunto é cachorro-quente. O nome marcante foi escolhido pelo fundador, o senhor Ivaldo, em homenagem à sua terra natal e, desde então, o ponto faz parte da rotina de quem passa pelo bairro. Em uma esquina movimentada, o espaço também oferece opções de jogos e até um cantinho especial para tirar fotos como Lampião e a Maria Bonita. Assim, o tempo de espera pelo lanche acaba se tornando proveitoso e divertido.

O espaço nasceu como um negócio familiar e até hoje reúne a família. O grande diferencial está nos molhos especiais, receita criada pelas filhas do proprietário, que dão um sabor único e diferente para os lanches.

A poucos metros dali, a tradição se conecta com a novidade, O Pizzinha, fruto da amizade de três jovens empreendedores: Lucas, Neto e Yuri. A ideia surgiu da vontade de investir em um ramo diferente e trazer para a rua uma versão prática de um dos pratos mais queridos pelos brasileiros: a pizza. “Queríamos democratizar a pizza, torná-la acessível para quem está na correria do dia a dia”, conta Lucas, um dos sócios do negócio.

Para os donos, o carrinho é mais do que um negócio, é um projeto de vida, feito com dedicação diária e a vontade de sempre entregar o melhor. O que chama atenção é a praticidade do Pizzinha, que tem uma boa variedade de sabores para agradar a todos. A pizza brotinho é a mais famosa, pequena, saborosa e perfeita para matar aquela fome rápida. Mas não para por aí, eles também produzem e vendem pizzas em outros tamanhos. 

A comida de rua tem o poder de transformar cada canto da cidade. Mais do que matar a fome, esses espaços aproximam pessoas e preservam memórias. Barracas e carrinhos revelam histórias, aromas e sabores únicos que fazem a cidade pulsar. Em cada esquina, há um mundo de sabores a ser descoberto.

E aí, qual será a nossa próxima parada?

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